Seminário Clínico

A formação do analista acontece basicamente sob a forma de tripé análise pessoal, estudo teórico e supervisão. A ACP, como lugar de transmissão da psicanálise e de formação de analistas, oferece oportunidade para a realização desse tripé. Propõe ainda, além dessas atividades, outra complementar e necessária, na forma da apresentação de um caso clínico que tenha suscitado ao analista algum tipo de questionamento.

O analista sustenta isoladamente, no interior de sua clínica, a escuta psicanalítica. O testemunho das peculiaridades da sua prática clínica em qualquer dos seus aspectos e, especialmente a dificuldade de transmiti-la pela fala, no sentido de que o falar é em si mesmo incapaz de transmitir o real do ato analítico, demonstra a peculiaridade desse tipo de escuta: o que acontece no curso de um tratamento escapa ao saber do analista, só sendo possível verificar, a posteriori, os efeitos de tal ou qual intervenção.

As Reuniões Clínicas oferecem a oportunidade de tal verificação, permitindo que o percurso clínico do analista seja testemunhado por seus pares.
Essa atividade difere da supervisão, uma vez que sua finalidade é a de uma troca testemunhal entre analistas.

A experiência de relatar aos colegas um caso encerrado, um fragmento de sessão ou um sonho, por exemplo, constitui um importante instrumento para o refinamento da formação. Escutar o relato de um colega é o contraponto que possibilita a troca.

Esta atividade mensal está restrita aos analistas e analistas praticantes da ACP, que poderão escutar a comunicação dos colegas, participando de sua discussão.

O analista deverá inscrever-se para a apresentação do caso que pretende apresentar, lembrando-se que:

  • os casos apresentados deverão ser aqueles que já foram encerrados;
  • as apresentações serão feitas em rodízio pelos analistas da ACP;
  • ocasionalmente poderão ser convidados analistas de outras instituições para participarem da atividade.